quinta-feira, 19 de junho de 2014

Episódio#1 - Rap, Rock and Roll e Reggae com P.O.D


Bom vou começar a compartilhar minhas opiniões a cerca do som que eu ouço e recomendo pra galera do face. Começando com uma banda que influenciou grandemente meu som e minha ideologia quando adolescente: P.O.D.

O Pa
yable On Death é uma banda originalmente de rapcore oriunda da Califórnia que posteriormente tornou-se uma das grandes bandas representantes do chamado New Metal no início dos anos 2000.

Os caras são conhecidos por mesclar punk rock, hard core californiano, hip-hop e reggae em seus sons provocando ma atmosfera bem diferente do que estamos acostumados, inclusive nesse meio do Metal Alternativo.

Vale a pena conferir a discografia completa da banda para identificação das várias mudanças sonoras e é claro, desenvolver a afinidade com o som que mais lhe agradar.

Esse ano o quarteto entra em estúdio para a gravação de um novo álbum e volta ao Brasil em agosto para 4 shows após 3 shows(ou 2 não lembro) realizados no mês de Abril aqui em terras tupiniquins.

Polêmicas já rodearam a banda considerada "vendida" ao mainstream no maior êxito comercial da carreira dos caras, o álbum "Satellite(2001)". Deste álbum vieram singles como "Alive", "Youth of the Nation" e "Boom".Além de boatos de simbologias ocultas no álbum "Payable on Death(2003)" e parcerias músicas um tanto quanto inusitadas para uma banda "cristã" como o reggae-man judeu Matisyahu, Sen Dog do Cypress Hill, Psycho Realm, Suicidal Tendencies, Hatebreed, Eak a MOuse, Bad Brains e pasmem até Kate Perry antes da fama!
Fora isso a tradicional indagação se afinal P.O.D é Cristão ou Rastafari, devido o uso frequente de "Jah" em suas canções.

Embora não curtam rótulos, o P.O.D é considerado uma das bandas cristãs mais influentes de sua fase (1990-2000), tendo sido associados sempre ao movimento gospel e inclusive aqui no Brasil, tiverem cds distribuídos pela BV Films(distribuidora gospel que nem sei se faliu) e realizaram em brasília um show no "dia do evangélico".

Independente se os caras são gospel, cristão, rasta, umbanda ou o que seja.... P.O.D é uma banda necessária e que faz músicas extremamente chicletescas (e isso não é uma crítica) afinal elas "grudam" mesmo na cabeça. Abaixo breves comentários sobre a disco:

Brown (1996)
Segundo album de estúdio ainda com uma orientação ao rapcore porém mais grooveada do que em SNTP(1994). Efeitos na voz de Sonny deixam o som um pouco sujo e ao meu ver "inferior" ao álbum inicial. Destaques para as canções: "Selah", "One Day", "Breathe Babylon", "Preach" e "Full Color".

The Fundamental Elements of Southtown (1999)
Primeiro álbum a render mais de 1 milhão de cópias vendidas para a banda. Para mim, um enfado. Vinhetas, intros e efeitos desnecessários tornam a audição cansativa e arrastada. Porém a linha vocal e de guitas indica que caminhos o P.O.D abordaria dali pra frente. Destaques para: "Hollywood" , "Southtown", "Rock The Party (Off the Hook)" , "Set Your Eyes to Zion" e "Bullet The Blue Sky"(cover do U2).

Satellite (2001)
Produzido por Howard Benson o mesmo de SOUTHOWN. Vendeu 3 milhões de cópias, primeiras posições na Billboard, fase de maior sucesso comercial da banda que nunca mais voltou a se repetir. Destaques para: "Without Jah, Nothin'", "Satellite", "Youth Of The Nation" , "Boom" e um dos hinos da banda e do New Metal: "Alive".

Payable on Death (2003)
Àlbum misterioso e melódico. Após a saída do guitarrista Marcos Curiel por supostas desavenças ideológicas e comerciais, as guitas foram assumidas por Jason Truby, da formação clássica da banda de Trash Metal Living Sacrifice. Destaques para: "Change The World", "Revolution", "Freedom Fighters", "Sleeping Awake" e "Will You".

Testify (2006)
O meu álbum favorito. Truby junta sua melodia e tecnica às ifluências do P.O.D e juntos fazem um álbum melódico, alternativo, mas com pegadas de hip hop e reggae como os fãs gostam. Não tão "bagunçado" e com o feeling do guitarrista Curiel porém mais técnico e trabalhado. Destaques para: "Roots in Stereo", "Lights Out", "Goodbye For Now", "On The Grind", "Strength Of My Life", "Teachers" e as faixas bônus BEMMMM diferentes e belíssimas: "Generation", "Bridge to Burn" e "Every Time I Die" que compõem de mo excelente a ideia do álbum. Infelizmente, por razões contatuais e comerciais a parada foi muito mal divulgada e portanto um dos álbuns menos bem sucedidos da carreira da banda.

When Angels & Serpents Dance (2008)
O guitarista Curiel retorna, menos felling e mais melódico. Àlbum alternativaço. Tem rap, tem reggae e as características de cultura urbana. Alguns toque de um New Metal mais pesadinho também. Destaques para:
"Addicted" , "Shine with Me, "It Can't Rain Everyday" , "Kaliforn-Eye-A", "God Forbid", "Tell Me Why", "I'll Be Ready" e "End of the World".

Murdered Love (2012)
Produtor Howard Benson retorna pra tentar repetir a parceria de sucesso de Southown e Satellite. Ao meu ver não funciona muito bem. Um álbum curto e rápido, que tem reggae, rap, ska, punk mas não tem muito o que dizer. A idéia saiu melhor que o resultado. Nota-se claramente a influência das fases anteriores da banda porém meio plástico e pasteurizado. Obviamente,#MINHAOPINIÃO. Destaques para: "Eyez", "Murdered Love", "Higher" , "Lost in Forever", "I Am" e "Babylon the Murderer" .

Snuff the Punk (1994)

Abaixo o link do primeiro(e menos conhecido) álbum dos caras onde podemos acompanhar um rapcore duro, seco, com alguns grooves e uma pegada visceral.
Valew a quem leu até o fim, ou quem desistiu também kkk Bom dia a todos, logo mais nos vemos no próximo "Flando de música" sobre o disco Nheengatu(2014) do Titãs! Não percam!

Comentem e compartilhem á vontade.


Nenhum comentário:

Postar um comentário